Busca
  Goiânia, 5 de janeiro de 2009
Página Principal
Quem Somos
Atualização de Endereço
Cartilhas
Contribuições
Convenção de Trabalho
Convênios
Currículos
Cálculo de Salário
Direitos do Professor
Fale com a Diretoria
Fale Conosco
Fale com a Ass.de Comunicação
Sinpro-Mulher
Clube do Professor
Sinpro Formação
Balanço de Atividades
Bibliotecas
Jornais e Sites Interessantes
Pesquisa na Internet
Sites Recomendados
Museus
Agenda
Campanha salarial
Congresso
Jurídico
Cartilha

Educação para Igualdade entre Mulheres e Homens:
um Desafio para Professoras e Professores

Índice

» A Construção de Homes e de Mulheres 
» A Escola
» Para se Construir uma Educação não-sexista na Escola
» Combatendo o Sexismo
» O Significado dos Conceitos
» Referências Bibliográficas
» Para que ninguém quisesse

COMBATENDO O SEXISMO

Na linguagem e no vocabulário

A linguagem é um dos mais importantes mecanismos de socialização e não pode ser entendida como neutra, pois está carregada numa intencionalidade e exerce forte influência na constituição das identidades masculina e feminina.

É importante ressaltar que a língua não é um bem que nos foi transmitido de forma acabada. Ela é também um produto cultural, e sofre contínuas transformações.

A linguagem dominante na sociedade é "masculina", não representando mais da metade da população, que é de mulheres. Por exemplo, ao se usar o genérico os professores, ao invés de se referir a professores e professoras, o que se está tornando implícito é que as professoras não têm relevância no conjunto dos educadores e educadoras, como se fossem dele apenas uma pequena parcela, quando são, de fato, a sua maioria.

Na transmissão do conhecimento, esta linguagem que só se dirige aos homens já carrega em si, sub-repticiamente, uma mensagem que não é captada objetiva e conscientemente: o mundo é formado por homens e é dirigido por eles. A mulher é um apêndice, um ser quase invisível e apenas coadjuvante na construção do conhecimento.

Transformar esse modelo exige determinação, atenção e disposição para iniciar esse processo.  

Formas sexistas a serem evitadas Alternativas
Os homens Os homens e as mulheres
  A humanidade
 

Os seres humanos

 

Os direitos do homem Os direitos humanos
 

Os direitos das pessoas

O corpo do homem

O corpo humano

 

O trabalho do homem

O trabalho humano

 

O trabalho de homem e mulher

 

O homem da rua

Gente da rua

 

Os brasileiros Os brasileiros e as brasileiras
 

O povo brasileiro

 

Os professores As professoras e os professores
 

O professorado

 

Os alunos Os alunos e as alunas
 

O alunado

 

Os jovens Os jovens e as jovens
  A juventude    

Os livros infanto-juvenis e manuais didáticos

Os livros infanto-juvenis e os manuais didáticos, em sua maioria, não refletem as mudanças ocorridas na sociedade, na qual mulheres, agora, ocupam espaços que antes eram exclusivamente masculinos, além de não destacarem o surgimento de um novo homem que busca assumir, também como suas as tarefas domésticas e a criação da prole.

Professoras e professores devem estar preparados para utilizar os livros infanto-juvenis e os manuais didáticos de forma a diminuir o impacto das informações transmitidas na formação de meninas e meninos.

Alguns itens que devem ser analisados e criticados junto ao alunado.

A mulher é sempre apresentada no papel de mãe; os homens são sempre os chefes da família e isso não condiz com a realidade, uma vez que 25% das famílias brasileiras já são chefiadas por mulheres.

Os manuais de Matemática, História, Ciências, Português apresentam a sociedade com homens no papel de políticos, operários, industriais, cientistas que fazem a história e dirigem o mundo. Cabe perguntar o que fizeram as mulheres enquanto os homens realizavam tantas e tão relevantes atividades. Vale ressaltar a invisibilidade da mulher nos fatos que fizeram a história e dar destaque ao seu protagonismo histórico.

O recém lançado Dicionário Mulheres do Brasil tenta resgatar a fascinante participação feminina na história brasileira desde 1500, retratando mulheres famosas e anônimas que, cada qual a seu modo, mudaram regras e comportamentos no país.

Quando aparecem mulheres exercendo trabalho remunerado, sempre estão nas profissões que são extensão das atividades domésticas, tais como: enfermeiras, professoras primárias, pediatras e empregadas domésticas. Em contrapartida o(a) professor(a) deve apresentar exemplos de mulheres que se destacam em outras áreas, tais como: política, ciência, engenharia, comércio, etc.

- O reforço dos estereótipos que revelam as mulheres dentro do lar, cuidando das atividades domésticas e da prole; e os homens no trabalho fora de casa e em atividades no espaço público. - As ilustrações de livros infanto-juvenis e dos manuais didáticos retratam os homens (marido e filho) em casa descansando e sendo servidos pela mulheres (mãe e filha).  

Outras sugestões para se combater o sexismo na escola:

  • Evitar divisões por sexo (meninos e meninas); existem muitas maneiras de se organizar filas e grupos de atividades.
  • Proporcionar às meninas atividades de movimento na hora do recreio e na educação física.
  • Solicitar ajuda em classe sem distinções de gênero.
  • Estimular valores nas meninas, tais como: inteligência, coragem e espírito científico. Nos meninos, valorize a afetividade, a organização.
  • Não fazer piadas ou críticas às crianças, baseadas no seu gênero, por exemplo: "você parece uma menina" para os meninos, ou "você é desorganizada e suja como um menino" para as meninas. Essa atitude humilha a criança e reforça as características negativas do gênero oposto.
  • Fazer leitura crítica dos manuais didáticos e livros infanto-juvenis sob a perspectiva de gênero.
  • Promover, entre o corpo docente, a discussão sobre as relações e os estereótipos de gênero e o papel da escola como agente transformador e promotor de uma educação não-sexista.
  • Pesquisar como aparece o sexismo na cultura brasileira: na música, na poesia, nos filmes, na literatura e nos conteúdos didáticos, refletindo criticamente sobre eles com os alunos.
  • Observar como se manifestam as desigualdades entre os alunos e alunas, na sala de aula, e atuar propondo alternativas.