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Índice
» A Construção
de Homes e de Mulheres
» A Escola
» Para se
Construir uma Educação não-sexista na
Escola
» Combatendo
o Sexismo
» O Significado
dos Conceitos
» Referências
Bibliográficas
» Para que
ninguém quisesse
COMBATENDO O SEXISMO
Na linguagem e no vocabulário
A linguagem é um dos mais importantes mecanismos de
socialização e não pode ser entendida
como neutra, pois está carregada numa intencionalidade
e exerce forte influência na constituição
das identidades masculina e feminina.
É importante ressaltar que a língua não
é um bem que nos foi transmitido de forma acabada.
Ela é também um produto cultural, e sofre contínuas
transformações.
A linguagem dominante na sociedade é "masculina",
não representando mais da metade da população,
que é de mulheres. Por exemplo, ao se usar o genérico
os professores, ao invés de se referir a professores
e professoras, o que se está tornando implícito
é que as professoras não têm relevância
no conjunto dos educadores e educadoras, como se fossem dele
apenas uma pequena parcela, quando são, de fato, a
sua maioria.
Na transmissão do conhecimento, esta linguagem que
só se dirige aos homens já carrega em si, sub-repticiamente,
uma mensagem que não é captada objetiva e conscientemente:
o mundo é formado por homens e é dirigido por
eles. A mulher é um apêndice, um ser quase invisível
e apenas coadjuvante na construção do conhecimento.
Transformar esse modelo exige determinação,
atenção e disposição para iniciar
esse processo.
| Formas sexistas a serem
evitadas |
Alternativas |
| Os homens |
Os homens e as mulheres |
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A humanidade |
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Os seres humanos
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| Os direitos do homem |
Os direitos humanos |
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Os direitos das pessoas
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| O corpo do homem |
O corpo humano
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| O trabalho do homem |
O trabalho humano
|
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O trabalho de homem e mulher
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| O homem da rua |
Gente da rua
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| Os brasileiros |
Os brasileiros e as brasileiras |
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O povo brasileiro
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| Os professores |
As professoras e os professores |
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O professorado
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| Os alunos |
Os alunos e as alunas |
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O alunado
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| Os jovens |
Os jovens e as jovens |
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A juventude
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Os livros
infanto-juvenis e manuais didáticos
Os livros infanto-juvenis e os manuais didáticos,
em sua maioria, não refletem as mudanças ocorridas
na sociedade, na qual mulheres, agora, ocupam espaços
que antes eram exclusivamente masculinos, além de não
destacarem o surgimento de um novo homem que busca assumir,
também como suas as tarefas domésticas e a criação
da prole.
Professoras e professores devem estar preparados
para utilizar os livros infanto-juvenis e os manuais didáticos
de forma a diminuir o impacto das informações
transmitidas na formação de meninas e meninos.
Alguns itens que devem ser analisados e criticados
junto ao alunado.
A mulher é sempre apresentada no papel
de mãe; os homens são sempre os chefes da família
e isso não condiz com a realidade, uma vez que 25%
das famílias brasileiras já são chefiadas
por mulheres.
Os manuais de Matemática, História,
Ciências, Português apresentam a sociedade com
homens no papel de políticos, operários, industriais,
cientistas que fazem a história e dirigem o mundo.
Cabe perguntar o que fizeram as mulheres enquanto os homens
realizavam tantas e tão relevantes atividades. Vale
ressaltar a invisibilidade da mulher nos fatos que fizeram
a história e dar destaque ao seu protagonismo histórico.
O recém lançado
Dicionário Mulheres do Brasil tenta resgatar a fascinante
participação feminina na história brasileira
desde 1500, retratando mulheres famosas e anônimas que,
cada qual a seu modo, mudaram regras e comportamentos no país.
Quando aparecem mulheres exercendo
trabalho remunerado, sempre estão nas profissões
que são extensão das atividades domésticas,
tais como: enfermeiras, professoras primárias, pediatras
e empregadas domésticas. Em contrapartida o(a) professor(a)
deve apresentar exemplos de mulheres que se destacam em outras
áreas, tais como: política, ciência, engenharia,
comércio, etc.
- O reforço dos estereótipos que revelam as
mulheres dentro do lar, cuidando das atividades domésticas
e da prole; e os homens no trabalho fora de casa e em atividades
no espaço público. - As ilustrações
de livros infanto-juvenis e dos manuais didáticos retratam
os homens (marido e filho) em casa descansando e sendo servidos
pela mulheres (mãe e filha).
Outras sugestões para se combater o sexismo na
escola:
- Evitar divisões por sexo (meninos e meninas); existem
muitas maneiras de se organizar filas e grupos de atividades.
- Proporcionar às meninas atividades de movimento
na hora do recreio e na educação física.
- Solicitar ajuda em classe sem distinções
de gênero.
- Estimular valores nas meninas, tais como: inteligência,
coragem e espírito científico. Nos meninos,
valorize a afetividade, a organização.
- Não fazer piadas ou críticas às crianças,
baseadas no seu gênero, por exemplo: "você
parece uma menina" para os meninos, ou "você
é desorganizada e suja como um menino" para
as meninas. Essa atitude humilha a criança e reforça
as características negativas do gênero oposto.
- Fazer leitura crítica dos manuais didáticos
e livros infanto-juvenis sob a perspectiva de gênero.
- Promover, entre o corpo docente, a discussão sobre
as relações e os estereótipos de gênero
e o papel da escola como agente transformador e promotor
de uma educação não-sexista.
- Pesquisar como aparece o sexismo na cultura brasileira:
na música, na poesia, nos filmes, na literatura e
nos conteúdos didáticos, refletindo criticamente
sobre eles com os alunos.
- Observar como se manifestam as desigualdades entre os
alunos e alunas, na sala de aula, e atuar propondo alternativas.
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